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domingo, 18 de novembro de 2012

MÃE ENGRAVIDA PARA REALIZAR SONHO DE FILHA ESTÉRIL



Cathy Donnelly, de 58 anos, está grávida de seis meses para realizar o sonho da filha Shannon Fischer. Há dois anos, a jovem tentava engravidar quando descobriu que não podia ter filhos por causa de um problema no útero. As informações são do Daily Mail.

— Quando cheguei em casa e contei que não poderia ter filhos, minha mãe não hesitou em me ajudar. Logo se ofereceu para ser a minha barriga de aluguel.

Cathy é mãe de três filhos e avó de seis netos. Agora, conforme ela conta, está a espera do sétimo neto/filho.
— Eu me senti mal por eles e apenas pensei que nove meses da minha vida seria a felicidade do casal para sempre.
Apesar da demonstração de amor, o ginecologista Dr. Michael Murray, especialista em fertilidade, diz que essa atitude é desaconselhada pela comunidade médica.
— A gravidez de mulheres mais velhas, acima de 45 anos, é mais arriscada. As complicações são mais comuns, entre elas, pressão alta, diabetes gestacional e parto prematuro. Nesse caso, uma amiga próxima ou irmã deveria atuar como transportadora gestacional.

Mesmo sabendo dos riscos, Cathy aceitou o desafio. Até o momento, ela não apresentou complicações, mas admite que a gravidez não tem sido fácil.
 — A gestação nessa idade é um desafio. O tratamento envolveu uma forte dose de medicamentos para estimular a fertilidade e as pessoas me olham de forma preconceituosa e devem pensar “olha aquela senhora de idade grávida”.

Cathy também se preocupa em como vai se sentir depois de dar à luz.
— Tenho medo do momento de entregar o bebê.
Shannon diz que valoriza ainda mais a relação mãe-filha e planeja nomear o bebê de Zoey Hope Catherine.
 Fonte: R7





segunda-feira, 15 de outubro de 2012

TRATAMENTO COM CÉLULAS-TRONCO RECUPERA TIREOIDE DOENTE



Um tratamento com células-tronco embrionárias conseguiu restabelecer a função da tireoide de camundongos com hipotireoidismo. Depois de receberem células que assumiram aatividade de produção dos hormônios T3 e T4, associada à tireoide, os animais tiveram o nível hormonal normalizado e se livraram dos sintomas do hipotireoidismo. O estudo foi publicado na semana passada na revista Nature.

Hoje, não existe um tratamento para humanos capaz de recuperar a tireoide, que pode ter sua função comprometida por doenças autoimunes e congênitas, tumores ou uso de medicamentos. A terapia prevista para qualquer anormalidade que acometa a glândula é a reposição hormonal: o paciente substitui os hormônios T3 e T4 por alternativas sintéticas.

No experimento, cientistas da Universidade Livre de Bruxelas transformaram células-tronco em células foliculares da tireoide, responsáveis pela fabricação dos hormônios. Em seguida, implantaram essas células no organismo de camundongos cuja tireoide havia sido danificada.

Quatro semanas depois, não só o nível de hormônios tireoidianos voltara ao normal, como os sintomas relacionados ao hipotireoidismo haviam desaparecido. Especialistas ressaltam que a aplicação da técnica em humanos pode levar anos.

Para a endocrinologista Laura Sterian Ward, presidente do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), essa estratégia de tratamento poderia beneficiar 10% dos pacientes com hipotireoidismo, que, apesar da reposição hormonal, continuam sofrendo com os sintomas da doença, como cansaço, dores musculares, pele seca, queda de cabelo e ganho de peso.

O problema nesses casos, segundo Laura, é que, apesar de os exames mostrarem que o sangue apresenta a quantidade adequada dos hormônios após a reposição, existe a possibilidade de eles não chegarem igualmente a cada órgão. “O que vai para cada órgão depende de um sistema fino de regulação por enzimas”, diz a especialista. “Se eu pudesse reproduzir exatamente o que a tireoide faz, provavelmente cerca de 10% dos pacientes seriam beneficiados”, completa.

A principal causa do hipotireoidismo, que atinge 2% das mulheres e 0,2% dos homens adultos, é a tireoidite crônica autoimune. Já o hipotireoidismo congênito - situação em que o bebê já nasce com a deficiência na tireoide - tem, no Brasil, incidência de 1 caso a cada 2,5 mil nascidos vivos. O diagnóstico é feito por exame de sangue que pode ser pedido rotineiramente ou por suspeita clínica.

Fonte: O Estado de SP



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NOVO VÍRUS É ENCONTRADO POR CIENTISTAS


Um consórcio internacional de pesquisadores concluiu que uma doença que provoca febre hemorrágica aguda e que deixou dois mortos e uma pessoa gravemente doente no verão de 2009 na República Democrática do Congo foi provocada por um vírus até então desconhecido pelos cientistas. O Bas-Congo (BASV), como foi denominado pelos especialistas, foi descrito em um artigo publicado nesta semana no periódico PLoS Pathogens.


Para os autores da pesquisa, estudar um vírus desconhecido é importante pois fornece uma vantagem no controle de futuros surtos. Charles Chiu, especialista da Universidade da Califórnia, San Francisco, nos Estados Unidos, e outro autor do trabalho, afirma que, embora esses três casos do Congo tenham sido os únicos conhecidos da doença, não está descartada a possibilidade de haver focos desse vírus novamente. Por isso, Chiu e sua equipe, mesmo após a publicação do artigo, continuarão a pesquisar formas de diagnosticar e tratar a infecção pelo Bas-Congo. 
O vírus — De acordo com o estudo, o Bas-Congo é diferente de outros vírus que também infectaram pessoas na África e provocaram mortes por febre hemorrágica aguda — como o Ebola e o Lassa. Segundo os autores, o novo agente é geneticamente mais parecido com a família dos rhabdovirus, que infectam mamíferos, insetos e plantas e cujo membro mais famoso é o vírus causador da raiva. Mesmo entre essa família, porém, o Bas-Congo se mostra muito distinto, já que desencadeia sintomas graves de maneira muito rápida. A raiva, por exemplo, pode demorar meses para se desenvolver após a infecção.
Essas conclusões se basearam em testes de anticorpos realizados no único sobrevivente entre os três que foram infectados pelo vírus e em outros indivíduos que haviam tido contato com esse paciente. A pesquisa ainda sugeriu que o Bas-Congo pode ser transmitido de uma pessoa a outra, mas que provavelmente sua origem está em outra fonte, como um inseto ou um roedor. Ainda não está claro, porém, que animal é esse e de que forma o vírus é espalhado.
"O fato de que o Bas-Congo pertence a uma família de vírus que infecta uma grande variedade de seres vivos significa que ele pode existir permanentemente em um inseto ou outro hospedeiro e que foi acidentalmente transmitido aos seres humanos através de picadas de insetos", afirma Nathan Wolfe, outro autor do trabalho.
O consórcio de pesquisadores responsável por analisar o novo vírus é composto por cientistas de instituições como a Universidade da Califórnia de San Diego e de San Francisco, nos Estados Unidos, o Centro Internacional de Pesquisas Médicas de Franceville, no Gabão, e o Instituto Nacional de Pesquisas Biomédicas de Kinshasa, no Congo.
Fonte: Veja

terça-feira, 25 de setembro de 2012

APRENDA UM POUCO SOBRE O NOVO VÍRUS DA GRIPE



Uma nova doença respiratória semelhante à SARS - epidemia global que matou centenas de pessoas em 2003 - foi diagnosticada em um homem que está sendo tratado na Grã-Bretanha. Outro caso, na Arábia Saudita, resultou na morte de um paciente. Confira abaixo perguntas e respostas sobre esse novo vírus.
O que é o novo vírus?

A nova doença é consequência de um tipo de coronavírus - uma família ampla de vírus que inclui desde um resfriado comum à SARS (sigla em inglês para síndrome respiratória grave e aguda).

Até agora, apenas dois casos foram diagnosticados deste novo vírus, e ambas as infecções foram originadas no Oriente Médio. Um dos casos foi confirmado por um exame de laboratório feito pela Agência de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha, em Londres. O paciente está sendo tratado pelas autoridades britânicas de saúde.
O outro foi detectado por um exame de laboratório na Arábia Saudita. Os dados foram enviados a outro laboratório na Holanda, que confirmou se tratar do novo tipo de vírus. Ainda há poucas informações sobre o novo vírus e o quão letal ele pode ser entre seres humanos.
O que o vírus faz?

Os coronavírus provocam infecções respiratórias em humanos e animais. Os dois contaminados tiveram febre, tosse e dificuldades de respiração. O paciente na Arábia Saudita acabou falecendo, e o britânico está na UTI. Por ora, ainda não está claro se esse forte efeito é típico deste novo vírus, ou se há muitas pessoas contaminadas e apenas poucas estão tendo uma reação tão drástica.

Como ele se espalha?

Acredita-se que ele se espalhe por fluidos expelidos na tosse ou pelo espirro. Os especialistas acreditam não se tratar de uma doença altamente contagiosa, já que, nos dois casos diagnosticados até agora, as pessoas que trataram os pacientes não adoeceram. Os coronavírus são bastante frágeis. Fora do corpo humano, eles só sobrevivem por um dia e são facilmente mortos por detergentes e por outros produtos de limpeza.

Como é o tratamento?

Os médicos ainda não sabem qual é o melhor tipo de tratamento, mas as pessoas com sintomas graves precisam de cuidados intensivos que ajudem sobretudo na respiração. Não existe nenhuma vacina. Em Londres, o paciente está isolado, e todos que o estão atendendo usam máscaras e equipamentos de proteção.

Como se originou o vírus?

Os especialistas ainda não sabem a sua origem. Eles especulam que possa se tratar de uma nova mutação de um vírus já existente. Ou talvez seja uma infecção que já circula entre animais e que agora passou para os seres humanos.

Existe algum tipo de recomendação às pessoas que viajam?

Por enquanto, a Organização Mundial da Saúde descartou qualquer tipo de restrição a viagens ao Oriente Médio, onde ambos os casos surgiram. Mas esta decisão está sendo constantemente reavaliada.

Fonte: BBC Brasil



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

TRANSPLANTE DE ÚTERO É REALIZADO PELA PRIMEIRA VEZ NO MUNDO



O primeiro transplante de útero de mãe para filha foi realizado no último fim de semana na Suécia. O procedimento duplo, anuciado pela Universidade de Gotemburgo, foi realizado em duas famílias: duas jovens suecas receberam o útero de suas respectivas mães. As pacientes passam bem, e as cirurgias ocorreram sem complicações. A identidade das mulheres não foi revelada.
De acordo com o comunicado emitido pela Universidade de Gotemburgo, uma das mulheres retirou o útero depois de um tratamento contra um câncer de cólon do útero. A outra já havia nascido sem o órgão. Ambas têm cerca de 30 anos. "Mais de dez cirurgiões participaram das operações que transcorreram sem complicações. As mulheres que receberam o útero estão bem, mas cansadas depois da intervenção", disse Mats Brannstrom, professor de ginecologia da universidade e diretor da equipe de pesquisas. "As mães que doaram seus úteros já estão caminhando, e poderão voltar para casa em alguns dias."
As jovens receptoras deverão esperar um ano antes de poder iniciar uma gravidez, por meio de fecundação in vitro. "Só saberemos se foi um transplante bem sucedido em 2014", data em que as jovens poderão dar à luz na melhor das hipóteses, segundo o especialista. Brannstrom não quis especular sobre as possibilidades que as duas mulheres têm de engravidar. Em casos normais, segundo ele, a possibilidade de dar à luz através de uma fecundação in vitro é de 25 a 30%.
Os úteros implantados serão retirados quando as mulheres tiverem um máximo de duas crianças, para que possam suspender o tratamento contra a rejeição do órgão. De acordo com outro médico da equipe, Michael Olausson, o risco de rejeição do útero será, a princípio, o mesmo de que qualquer outro órgão — em torno de 20%.
Fonte: Veja



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

GOVERNO FEDERAL LIBERA 47,6 MILHÕES PARA HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS



O governo federal autorizou nesta quinta-feira, 13, a liberação de R$ 47,6 milhões para a reforma de cinco hospitais universitários em São Paulo (SP), Fortaleza (CE), Rio Grande (RS) e Dourados (MS). Os recursos são oriundos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf) para reformas e modernização do parque tecnológico.

Os hospitais universitários beneficiados são o da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), duas unidades vinculadas à Universidade Federal do Ceará (UFC), além da Fundação de Apoio ao Hospital de Ensino de Rio Grande, no Rio Grande do Sul e da Universidade Federal Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul.

A portaria assinada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está publicada na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União, na Seção 1. O texto da Portaria nº 1.979 pode ser obtido no site da Imprensa Nacional.

As instituições que receberão as maiores parcelas são as vinculadas à UFC, com um total de mais de R$ 33 milhões. Os recursos serão aplicados em reformas na Maternidade Escola Assis Chateaubriand e no Hospital Universitário Walter Cantídio, em Fortaleza, capital cearense.

Para o Hospital São Paulo, vinculado à Unifesp, serão repassados R$ 8,5 milhões, enquanto para o Hospital Universitário Professor Miguel Riet Correa Júnior, no Rio Grande do Sul, irão R$ 3,3 milhões. O Hospital Universitário Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul, receberá R$ 2,4 milhões.

No mês passado, o governo liberou recursos para a reforma de 28 hospitais universitários do país. Os hospitais universitários são centros de formação de recursos humanos e de pesquisa. Neles, há programas de educação continuada para a atualização técnica aos profissionais de todo o sistema de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prestação de serviços à população pelos hospitais universitários leva ao aprimoramento do atendimento e à elaboração de protocolos técnicos para os diversos tipos de doenças no Sistema Único de Saúde.


Fonte: Estadão



sexta-feira, 16 de março de 2012

RADIAÇÃO DE CELULAR PODE PREJUDICAR DESENVOLVIMENTOS DE BEBÊS


A radiação dos celulares usados durante a gravidez pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro dos bebês, elevando o risco de eles apresentarem, durante a vida, problemas como hiperatividade, ansiedade e outros sintomas que estão associados ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Essa é a conclusão de um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Yale, nos Estados Unidos, e publicado nesta quinta-feira no periódicoNature Scientific Reports.
Segundo Hugh Taylor, um dos autores dessa pesquisa essa é a primeira vez em que um estudo experimental evidencia que a exposição fetal à radiofrequência dos celulares pode afetar o comportamento deste quando adulto. "O aumento que vem sendo observado da incidência de transtornos comportamentais em crianças talvez possa ser explicado em parte pela exposição à radiação do celular no útero”, afirma o pesquisador.
A pesquisa — No estudo, a equipe de especialistas submeteu ratas grávidas à radiação de um celular no modo silencioso que recebeu chamadas durante a observação. Um grupo de controle de outros ratos foi mantido sob as mesas condições, mas com o celular desligado. Os pesquisadores analisaram a atividade elétrica do cérebro de todos os ratos e também dos fetos. Além disso, eles aplicaram uma série de testes psicológicos nos animais.
Os resultados indicaram que os fetos expostos à radiação do aparelho tinham maior probabilidade de ser hiperativos e mais ansiosos, além de ter reduzida a capacidade de memória. Esses, segundo o estudo, são sintomas relacionados ao TDAH. Os pesquisadores atribuíram essas alterações comportamentais a um efeito que ocorreu durante a gravidez que afetou o desenvolvimento dos neurônios na região cerebral do córtex região pré-frontal.
Segundo o coordenador da pesquisa, Tamir Aldad, a gravidez dos roedores dura apenas 19 dias e os filhotes nascem com um cérebro menos desenvolvido do que bebês humanos. Por isso, mais estudos são necessários para que seja possível determinar se os riscos da exposição à radiação durante a gravidez apresentados pelos animais são semelhantes nos homens. No entanto, o pesquisador considera justificável a limitação da exposição do feto aos telefones celulares.
Divergências — Em maio de 2011, Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou que que o uso de celular pode causar um tipo de tumor maligno no cérebro chamado glioma. Um grupo de cientistas de 14 países avaliou a capacidade das ondas eletromagnéticas emitidas pelos celulares de causar câncer e analisaram centenas de estudos sobre o assunto. Segundo eles, há evidências suficientes para se estabelecer essa associação.
No entanto, dois meses depois do parecer da OMS, um estudo publicado em julho no periódico American Journal of Epidemiology descartou a possibilidade de o celular provocar tumores cerebrais. Como os estudos, apesar de realizados por instituições criteriosas, apresentaram resultados discordantes, o mais indicado nesse caso, segundo médicos, é adotar medidas de prevenção, como não dormir com o aparelho perto da cabeça.
Fonte: Veja